| Dignos de respeito
O resíduo animal não é simplesmente mais um resíduo urbano. O risco infeccioso de um cadáver animal é evidente e as leis avisam sobre isso mesmo. A maioria dos animais que encontramos mortos viveram em condições precárias ao nível da saúde, debilitados pela sua falta de recursos nas cidades ou atropelados nas estradas onde foram tristemente abandonados. A nossa gestão de resíduo animal é integral e envolve as melhores técnicas de eutanásia, em caso de sacrifício.
Material de risco infeccioso
O Parlamento Europeu ditou em 2002 um regulamento no qual dividiam os resíduos animais em três categorias:
1 Animais com encefalopatia espongiforme transmissível.
Animais de companhia, do zoológico, do circo, de laboratório e animais selvagens.
2 Estrume animal e conteúdos do tubo digestivo, medicamentos veterinários.
Animais ou partes de animais infectados por outros.
3 Animais de consumo humano já fora de validade, peles, cascos, cornos, penas, sangue e leite cru.......
+info: European Parliament and Council Regulation PDF
O destino destas três categorias é o mesmo: a cremação. Iremos descrevê-la mais à frente, porque antes queremos especificar os grupos de animais que frequentemente tratamos na gestão de resíduo animal:
Animais de produção agrícola
As doenças que os animais de produção podem desenvolver causaram inúmeros prejuízos económicos, políticos e sociais. Foi o caso da encefalopatia espongiforme bovina em 1985, no Reino Unido. 4.000.000 ovelhas sacrificadas. 4.250.000 milhões de euros.

Cavalos, aves de aviário, porcos, ovelhas ou vacas provêm de um mesmo âmbito. Pele, cascos, plumas, ossos, chifres e, obviamente, o encéfalo são partes do corpo cuidadosamente geridas para evitar a proliferação de doenças transmissíveis a outros animais e ao Homem, tal como o afirma a normativa europeia.
Animais de companhia
São o grupo mais numeroso que tratamos ao nível de resíduo animal. Todo o tipo de animal pode passar por uma intervenção cirúrgica, produzindo algum tipo de resíduo animal ou cujo resultado seja, inclusive, o falecimento. Tenhamos também em consideração as partes do animal que foram submetidas a um tratamento químico e, nesse caso, colocamos uma especial atenção na hora de tratá-lo.

Os animais abandonados ou perdidos movem-se na mesma direcção: animais que encontramos em situações precárias, desamparados e desnutridos que, em casos mais dramáticos porém necessários, temos de sacrificar através da eutanásia quase de imediato. O atropelamento é muitas vezes o seu triste final.
Acondicionamento e identificação do resíduo animal
Empregamos o mesmo modelo de contentor reutilizável utilizado nos resíduos sanitários. Recordemos que se tratava de um contentor muito resistente e que isola totalmente o resíduo que transporta. Também utilizamos os sacos especiais de resíduos, com um fecho hermético e assepsia total. Todos os contentores informam sobre o tipo de resíduo, a data de acondicionamento e o seu peso total. Para cadáveres de maiores dimensões utilizamos um contentor de 800 litros.
Contentor reutilizável em > Resíduos sanitários
Transporte e armazenamento
As nossas viaturas estão autorizadas a transportar mercadorias perigosas por estrada. Todas têm uma separação física entre o condutor e a zona de carga, e estão perfeitamente equipadas para evitar qualquer risco de zoonose. Cada uma destas viaturas transporta um máximo de 12 contentores reutilizáveis. Existem algumas que estão preparadas para levantar cadáveres de animais com um peso até 1000 quilos.
Ao chegar à unidade de tratamento de resíduos pesamos a carga numa báscula. Os resíduos que não podem ser tratados de imediato, optamos por armazenar numa câmara frigorífica a -18ºC, até ter um volume de resíduo suficiente para iniciar a cremação.
zoonose em Controlo de pragas > Microrganismos
Tratamento do resíduo animal
Para tratar este tipo específico de resíduo, o primeiro passo é proceder à sua carga através de uma cinta transportadora, ou pelo carregador superior da instalação, que tritura os resíduos animais por forma a facilitar a cremação. Depois disto, o resíduo vai para a câmara de incineração, onde as cinzas resultantes se acumulam num depósito. Apesar de serem cinzas não contaminantes e irreconhecíveis, extraímo-las com o máximo de cuidado. Por último, limpamos e desinfectamos de imediato cada um dos contentores reutilizáveis utilizados.
Vejamos as partes do crematório de resíduos animais que actualmente estamos a utilizar:
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Encéfalo de um cordeiro:
1 Olhos
2 Hemisférios cerebrais
3 Fissura inter-hemisférica
4 Cerebelo
5 Espinal medula
O que é e como se contrai a encefalopatia espongiforme bovina?
Trata-se de uma doença provocada por uma proteína infecciosa que se encontra nos preparados alimentícios à base de farinhas de carne e ossos. Ataca todo o sistema nervoso central (incluindo os olhos) dos bovinos, caprinos, ovinos, suínos, gatos e, inclusive, ratos.
Não existe actualmente nenhum tipo de tratamento contra esta grave doença animal. É considerado material de risco: o crânio, incluindo o encéfalo, os olhos, as amígdalas, a espinal medula dos bovinos, ovinos e caprinos com mais de doze meses de idade e o intestino, do duodeno ao recto, dos bovinos de qualquer idade.e rectum of cows of any age.
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Como sacrificamos um animal?
De entre os diferentes métodos que as empresas do mesmo sector dispõem para o sacrifício de animais
(alguns deles bastante cruéis), nós optámos pelo método mais difícil e complicado, por ser o que nos assegura que o animal não sofre gratuitamente.
Um veterinário encarrega-se de tranquilizar o animal, aplica-lhe um sedativo para adormece-lo e só depois se injecta pentotal de sódio, terminando assim o processo de eutanásia que ATHISA MEDIO AMBIENTE leva a cabo.
O que significam as siglas..
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EEB Encefalopatía espongiforme bovina.
EET Encefalopatías espongiformes transmissíveis.
MER Materiais específicos de risco. |
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